sábado, 14 de março de 2009

Encontro de Butequeiros no Mercado da Boa Vista.



Casualmente na quarta-feira desta semana fora realizado uma reunião extraordinária de parte da equipe do De Butuca No Buteco, no Mercado da Boa Vista, tradicional ponto de encontro de botequeiros, boêmios, sindicalistas, membros do MESC (Movimento Eu Sou Cultural) entre outras figuras ilustres.

Da próxima vez devemos fazer uma ata, e se possível postar textos ao vivo.

Momento Histórico em Pernambuco! Sport na Libertadores.



Após 21 anos de espera, o Leão da Ilha volta a Libertadores da América. E jogo contra a atual campeão da compatição, a LDU do Equador, não se pode perder.Foi um jogo incrível, e fazer parte deste momento da história de seu time, é coisa que só nós sabemos. As barbies e o tricolores remosos vão demorar para sentirem essa sensação, se é que algum dia vão conseguir!

Rumo à Conquista da América!




Contrariando a grande maioria dos cronistas esportivos do chamado eixo sul-sudeste, o Sport Club do Recife, o Famoso Leão da Ilha vem se tornando a sensação da 1ª Fase da Libertadores da América.

É impressionante como eles conseguem ignorar fatos tão relevantes, tais como, a vitória, fora de casa sobre o Colo - Colo do Chile. Logo em seguida, a incontetável vitória sobre a atual campeõ da Libertadores, a LDU do Equador, no Caldeirão da Ilha.

Isso sem falar nas duas derrotas do Palmeiras, segundo a imprensa nacional, o mega hiper super favorito ao título da copa. Por coincidência, os dois times que derrotaram o todo poderoso Verdão foram a LDU e Colo - Colo.

Ao que parece, estamos na iminência do fenômeno ocorrido na Copa do Brasil, onde o Leão da Ilha, contrariando a esmagadora maioria da imprensa nacional, foi derrubando um a um dos favorito ao título.

Se continuar mostrando a mesma aplicação tática e garra demonstradas nas primeiras partidas, e com o grande incentivo vindo das arquibancadas da La Bombonilha, é possível que o Sport conquiste por definitivo o espaço merecido no cenário nacional do Futebol.

Causos Verídicos sobre o momento de Pagar a Conta da Cachaça.

* Este texto foi publicado no Blog De Butuca no Buteco.

Leitor assíduo deste plural e democrático espaço de reflexão sobre temas ligados as atividades desenvolvidas nestes ambientes ecléticos e prazerosos, os butecos, onde podemos nos confraternizarmos com os amigos, comemorar conquistas, afogar mágoas, senti uma necessidade impulsiva de escrever algo, e dar minha singela contribuição para este importante blog.

Como dissertar acerca de receitas gastronômicas, crônicas e cordéis não é muito o meu forte, decidi fazer alguns relatos sobre causos reais e interessantes que pude vivenciar no convívio de amigos nos butecos da agitada vida noturna da Terra dos Eucaliptos.

Em meu ciclo botequeiro social de amizades é comum comemorarmos as grandes conquistas profissionais, acadêmicas e pessoais de nossos amigos com um ritual que consolida-se com o tempo como uma importante tradição: bebemorarmos com todo o glamuor e requinte que o Boteco no qual estivermos permita.

Mesmo com toda a diversidade social e cultural que acomete nosso grupo, alguns casados, alguns noivos, alguns emancebados, e outros indefinidos, mesmo com a distância geográfica, é certo, quando um membro desta fraternidade logra êxito em alguma atividade quer seja profissional, acadêmica ou pessoal nos reunimos o mais rápido possível. É como o sinal do Batman, não importa onde estamos, temos que atender o chamado, em qualquer lugar, a qualquer hora.

Outro aspecto relevante a ser mencionado em nossa tradição é que a conta sempre é de responsabilidade de nosso homenageado. Não importa o quão vultosa sejam as sifras, é uma responsabilidade e uma honra, é um prazer arcar com o prejuízo.

Pois bem, certo dia, recebemos a notícia, veiculada em impressos de grande circulação de nosso estado, que nosso amigo Jean Anderson Bezerra Costa havia sido classificado em concurso realizado pelo Metrorec. De imediato, articulamos o membros de nossa fraternidade para mantermos viv nossa tradição, e por fim bebemorarmos o sucesso de nosso amigo Doug. Estávamos eu, Pablito Gomes, Flávio Tetéia, Denis Leonardo e a grande figura ilustre da noite, o Ganso.

Em uma noite fria de sábado, depois de alguns Dry Martinis... Epa essa é outra história.
Voltando ao causo, o local sagrado do ritual foi a Palhoça. Neste período o cardápio que simbolizava o requinte e o glamuor permitido aos nossos bolsos, ou melhor, o do Ganso era pedirmos uma farta Tábua de Frios composta de salame, queijo mussarela, palmito, azeitonas verdes, cubinhos de presunto cozido e tudo regado a Bohemias, que ficavam depositadas em recipiente de alumínio, comumente conhecido balde de gelo. É isso mesmo, aqueles baldes típicos para manter o vinho ou a champagne na temperatura ideal para a apreciação. Coisas de Moreno.

Lá pelas tantas da madrugada, eis que surge um iluminado, com uma grande idéia de brincarmos aquela grande conquista com o melhor vinho da Carta! O volume significativo de substâncias alcoólicas as quais ingerimos não me permite lembrar da marca. Acho que também tomamos alguns tragos de wyskinho.

Para encerrarmos com chave de ouro nossa comemoração, escolhemos criteriosamente a sobremesa. A pedida unânime foi um saboroso sorvete Cornete, sendo um para cada integrante. Todos os membros de nossa fraternidade degustaram a iguaria em no máximo três abocanhadas, todos a exceção de nosso homenageado, uma pessoa sensível, de boas maneiras, de suaves lambidelas em seu Corneto. Quando de repente, em um momento de selvageria, surrupiaram o sorvete das mãos do Ganso e passaram a Pablito, que do jeito que veio, introduziu por completo em sua bocarra, deixando nosso nobre amigo chupando dedos, quase aos prantos.

Como não podia deixar de ser, a melhor parte fia sempre para o final, e final em se tratando de boteca é a hora da famigerada CONTA. Eis que chega o momento célebre da cota, mesmo sendo tradição ser de responsabilidade do homenageado ele só fica sabendo na hora de pagá-la. E assim foi, cada um que puxava um real, dois reais, acho que alguma alma caridosa puxou cinco reais. Detalhe, a conta deu oitenta mirreis, muito barato filha... (essa também será outra história), Pois bem, R$80,00 foi a conta, a arrecadação para ajudar o ganso foi de no máximo R$10,00.

Conclusão, Doug quase aos prantos literalmente, no ápice de todo seu desespero frente a situação exclamou: “EU SÓ TENHO SETENTA MIRRÉIS NA CARTEIRA E É PARA DAR A MAINHA, MADIMOSELLE RAILDA, FAZER A FEIRA DA SEMANA”! Como todos sabemos, tradição é tradição, e mesmo sensibilizados com a circunstância calamitosa de nosso companheiro, fomos firmes e honramos nossas tradições – saímos todos correndo gritando ao proprietário que a conta era do Ganso!
Ele pagou os R$70,00 e até hoje não sabemos como ele fez a feira da semana. Ah! Quase me esqueço, ele só tinha sido classificado no concurso, e a aprovação mesmo veio tempos depois... E ai já sabe né... Ele si fudeo de novo!

* Ganso e Doug são a mesma pessoa. Codinome de Jean!

Patrimônio Cultural Imaterial da Culinária morenense.

*Este texto foi publicado no Blo De Butuca no Buteco

Hoje irei aventurar-me na temática gastronômico fazendo uma singela homenagem a um dos pontos de encontro de botequeiros mais tradicionais que pude conhecer e freqüentar. Estou falando do Bar Moreno do saudoso Zé da Paz, localizado na Praça da Bandeira, e conduzido com muita simpatia e hospitalidade de nosso amigo

Luciano da Paz.

Ao mesmo tempo, peço encarecidamente que no

ssa amiga Judapaz, membra desse clã tradicional de botequeiros, neta de seu Zé da Paz, posso nos presentear com um relato histórico sobre este importante patrimônio morenense, o Bar Moreno de seu Zé da Paz.

Falar de um ponto de encontro de botequeiros onde meu pai tomou uma com o pai de Pablito, meus tios freqüentavam e hoje posso apreciar uma boa cerveja gelada, degustar exemplares maravilhosos da culinária local é razão pela qual qualquer um possa considerar-se um botequeiro de verdade! Espero e acredito que um dia nossos filhos possam ter o prazer de freqüentar este local tão aconchegante.

Pois bem, vamos direto ao assunto, falar destas maravilhas

gastronômicas. Inicialmente, como de praxe, vem a Entrada e a boa pedida segundo o grande garçom, carinhoso, chefia, amizade, enfim, o Juarez é o Queijo Acebolado com Bolacha, eis a receita:

Queijo Acebolado com Bolacha



Ingredientes para Porção para 3 pessoas:

01 pacote de bolachas Cream Cracker;

453 gramas de queijo tipo qualho;

01 cebola grande;

35 gramas de margarina (se preferir pode usar azeite);

Modo de Preparo:

1º - Em uma frigideira grande despeje a margarina e deixe até derretê-la. Em seguida adicione a cebola cortada em rodelas, e misture até deixá-las bem douradinhas.

2º - Agora, coloque o queijo tipo qualho, que estar cortado em fatias bem generosas, e vire-os quantas vezes for necessário e monitore-o até que fiquem gratinados.

3º - Em uma bandeja, disponha as bolachas cream cracker em formato de meia lua, acrescente o queijo acebolado e sirva-os enquanto estão quente.

Obs. Sugestão de acompanhamento: algumas cervejas bem geladas.


Batatas com Charque



Ingredientes para Porção para 3 pessoas:

04 batatas grandes;

435 gramas de Carne de Charque cortadas em cubículos de 1,5cm³ (gorda ou magra ao gosto do freguês);

½ cebola grande;

01 punhado de salsinha;

38 ml de óleo ou azeite;

04 copos de água de torneira;

02 pitadas de sal

02 pitadas de queijo parmesão (opcional)

Modo de Preparo:

1ª – em uma panela média acrescente 02 copos de água de torneira, os cubículos de carne de charque e uma pitada de sal. Cozinhe até começar a ferver.

2ª – em uma panela coloque as batatas para ferver nos outros dois copos de água de torneira, acrescente a outra pitada de sal, um filete de azeite, monitore até cozinhar.

3ª – em uma frigideira grande despeje o azeite e coloque-a em fogo médio. Adicione as cebolas cortadas em rodelas, até deixá-las douradas. Acrescente os cubículos de charque escaldados e mexa bem gostoso. Monitore até ficar no ponto.

4ª – Na mesma frigideira que você fritou a charque, acrescente as batatas cortadas em cubículos 2,0cm³, aproveitando a graxinha oriunda da carne, isto é fundamental para apurar o sabor. Ao final acrescente o punhado de salsinha nas batatas.

5ª – Por fim, junto tudo em uma bandeja, polvilhe duas pitadas de queijo parmesão ralado e sirva ainda quente aos convidados.

Gostaria de salientar que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, ou seja, fica evidente que nas duas receitas tiveram toques pessoais daquele vos escreve, até porque abordei o lado lúdico e boêmico da história. A receita verdadeira pode vir no texto a ser escrito por Judapaz, pois este deverá se ater aos fator históricos e realísticos.